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sábado, 11 de outubro de 2025

AEROPORTO: Beja recebe Acreditação de Carbono

O aeroporto de Beja faz parte da lista de 10 aeroportos de todo o mundo que atingiram o nível 5 do programa de Acreditação de Carbono Aeroportuária, atribuída pelo Conselho Internacional de Aeroportos. 

Esta distinção significa que a infraestrutura atingiu um “saldo líquido zero nas suas emissões diretas” de carbono.

O aeroporto reduziu, entre 2014 e 2022, esses níveis em 98,1 por cento. A par de Beja, também os aeroportos de Ponta Delgada e da Madeira foram distinguidos. 

A informação foi divulgada durante o Fórum Global de Aviação Sustentável, que decorreu recentemente no âmbito da 28ª Conferência da Organização das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas (COP28).

Programa de Acreditação de Carbono Aeroportuária

O programa de Acreditação de Carbono Aeroportuária, conhecido como Airport Carbon Accreditation (ACA), é uma iniciativa global do Conselho Internacional de Aeroportos (ACI) que certifica e reconhece os esforços dos aeroportos na gestão e redução das suas emissões de carbono. 

Os aeroportos progridem através de diferentes níveis de acreditação (atualmente sete) que avaliam o mapeamento, a redução de emissões, a otimização, a transformação e a neutralidade de carbono, incentivando a melhoria contínua e o engajamento dos stakeholders. 

Níveis de acreditação

Nível 1 - Mapeamento: O aeroporto deve realizar um inventário das suas emissões de carbono (escopo 1 e 2). 

Nível 2 - Redução: O aeroporto deve cumprir o nível 1 e estabelecer um plano de gestão para reduzir progressivamente as suas emissões. 

Nível 3 - Otimização: O aeroporto implementa um plano abrangente de sustentabilidade e melhora continuamente as suas medidas de redução de emissões. 

Nível 4 - Transformação: Os aeroportos alinham a sua gestão de carbono com as metas climáticas globais e se comprometem a reduções que se alinham com a ciência. 

Nível 4+ - Transição: Além de cumprir os níveis anteriores, o aeroporto compensa as suas emissões de carbono residuais e de viagens de negócios da equipa. 

Nível 5 e 6 - Neutralidade: Os níveis mais altos alcançam a neutralidade de carbono, compensando as emissões residuais por meio de créditos de carbono certificados. 

Benefícios para os aeroportos

Gestão e melhoria contínua: Fornece uma estrutura para a gestão ativa de carbono e a melhoria das operações. 

Benefícios ambientais: Promove o compromisso com a sustentabilidade e o alinhamento com as metas climáticas. 

Reputação: Fortalece a reputação corporativa através da liderança em sustentabilidade. 

Engajamento: Incentiva o envolvimento e a parceria com as partes interessadas (stakeholders). 

Exemplos de aplicação

ANA (Aeroportos de Portugal): Os aeroportos da ANA têm recebido várias certificações ACA, demonstrando um compromisso contínuo com a redução de emissões. 

Aeroporto de Confins (MG) (Brasil): Foi o primeiro aeroporto do Brasil a alcançar a neutralidade de carbono no âmbito do programa ACA. 

quarta-feira, 19 de junho de 2024

Crianças "da" Cuba visitam Base Aérea

No dia18 de junho de 2024, cerca de 50 crianças da Educação Pré-Escolar do Agrupamento de Escolas de Cuba, com idades entre 3 e 6 anos, tiveram a oportunidade única de visitar a Base Aérea Nº 11, em Beja. 

Esta iniciativa, inserida no âmbito das atividades de divulgação da Força Aérea, proporcionou ao conjunto um dia memorável, marcado pelo contacto com o mundo da aviação militar e a descoberta de novas realidades.

Durante a visita, a Esquadra 101 - “Roncos”, sediada na BA11, deu a conhecer ao grupo um avião TB-30 Epsilon, uma aeronave de instrução dos pilotos da Força Aérea que despertou a curiosidade das crianças ao observar os detalhes e aprender sobre o seu funcionamento.

Para além daquela aeronave, as crianças assistiram também a uma pequena demonstração de meios de combate a incêndios. Esta demonstração sensibilizou os mais novos para a importância da prevenção e do combate aos incêndios florestais, um tema de grande relevância para a região do Baixo Alentejo.

Fonte: Site da Força Aérea Portuguesa - https://www.emfa.pt/noticia-4650-criancas-da-vila-de-cuba-visitam-a-ba11

sexta-feira, 12 de janeiro de 2024

Autoestrada A26 - ligação entre Sines e Beja

A  A26  – Autoestrada do Baixo Alentejo é um projeto de construção de uma autoestrada. 

Quando concluída, estará integrada no itinerário da IP8 em toda a sua extensão e no IC33 no trecho entre Santiago do Cacém e Roncão. 

São 96 quilômetros no total.

Esta autoestrada fará a ligação entre as cidades de Sines e Beja, passando por Santiago do Cacém e Ferreira do Alentejo. 

Era suposto desempenhar um duplo papel: por um lado, no escoamento de produtos do Porto e da Refinaria de Sines, e por outro, na aproximação da cidade de Beja com o seu aeroporto à autoestrada A2 e, por conseguinte, à capital, Lisboa.

Os únicos troços construídos desta autoestrada localizam-se entre Sines e Relvas Verdes (9km) e Relvas Verdes e Roncão (15km). De Roncão junta-se a IP8, indo até a saída de Grândola ao Norte na A2.

Depois vai continuar pela A2 até aparecer novamente entre a saída de Grândola ao Sul e a Malhada Velha (13km), perto de Figueira dos Cavaleiros.

A A26 será, num futuro indeterminado, expandida até Beja, através de um troço com portagens que irá cruzar as paisagens do Baixo Alentejo. 

O final das obras estava previsto inicialmente para Setembro de 2012, mas o aparecimento de problemas relativos ao financiamento das mesmas no final de 2011 atrasou os prazos previstos, tendo a conclusão da empreitada sido adiada pelo menos até 2016. 

De 2016 em diante, foi construído e inaugurado o trecho que nos interessa, com o sentido para Cuba. Porém, o trecho começa na A2, na Praça de Portagem de Grândola Sul, e termina, abruptamente, na N258/IP8, 12 quilômetros depois, obrigando o motorista a voltar para a N258/IP8. 

Para chegar até São Brissos, o Aeroporto de Beja e até a própria cidade de Beja faltariam ainda quase 40 quilômetros.

História

Em 31 de julho de 2009, foi lançada a empreitada do lanço A, a ligação Nó de Roncão na IC33 / Nó de Grândola Sul na IP1.

Em 31 de agosto de 2010, foi anunciado que a construção da IP8, uma ligação rodoviária entre Sines e Beja com perfil de autoestrada e portagens, já teria começado. A obra representava um investimento de 257 milhões de euros e a sua abertura ao tráfego estava prevista para 2012.

Em 19 de dezembro de 2011, o Secretário de Estado das Obras Públicas, Sérgio Silva Monteiro reconheceu que à data havia trabalhos suspensos nas obras da Subconcessão Baixo Alentejo, devido à “dificuldade” da concessionária, o consórcio Estradas da Planície, em obter financiamento junto aos bancos, um problema ao qual o Estado seria “completamente alheio”.

Em 18 de setembro de 2012, a Estradas de Portugal anunciou que chegou a acordo com o consórcio Estradas da Planície relativamente à Subconcessão Baixo Alentejo. Este acordo traduziu-se na retirada da subconcessão e suspensão dos trabalhos de construção dos lanços entre Relvas Verdes e Grândola Sul (A2) e entre Santa Margarida do Sado e Beja.

Em 16 de dezembro de 2012, a Estradas de Portugal (EP) descreveu a decisão de construir a autoestrada A26 como "um equívoco técnico", porque "o tráfego previsto não justificava a criação de uma autoestrada dispendiosa para ficar, literalmente, sem trânsito".

A EP também referiu aos 35 milhões de euros gastos até à data, de que não foram "dinheiro investido", "mas sim fundos mal aplicados, que nunca trariam qualquer benefício significativo à economia". Sobre o cancelamento das obras, a EP referiu que permitiu poupar "cerca de 60 milhões de euros" aos contribuintes.

Em 13 de fevereiro de 2019, a Infraestruturas de Portugal anunciou um prazo até 14 de Março para o começo da realização das obras na praça de portagem de Grândola Sul da A2, para a inauguração do troço Grândola Sul (A2) - Malhada Velha, por parte da concessionária Brisa. Se a obra não avançasse até 14 de Março, o Governo tomaria posse desta.

Em 26 de junho de 2020 o troço Grândola Sul (A2) - Malhada Velha, de 13 quilômetros, foi aberto ao público, após a conclusão das obras na praça de portagem. 

Aeroporto de Beja

Porém, a autoestrada A26 termina abruptamente, e o trecho que ligaria ao Aeroporto de Beja, não foi terminado. 

Pode se ver na região viadutos inacabados, início de construções, mas ainda não há avanços da ligação para o Aeroporto de Beja.

Ainda faltaria um trecho de cerca de 32 quilômetros, em linha reta, que passaria por Ferreira do Alentejo, Pinheiro, Peroguarda, Beringel, Trigaches e, finalmente, São Brissos, para chegar e terminar no Aeroporto de Beja.

Ao mesmo tempo, beneficiaria Cuba ao se conectar com a N387, o que diminuiria o tempo e a distância atual, em cerca de 20 minutos, visto que as pistas da A26 são duplas, e da N258/IP8, que se conecta a anterior, são simples e de mão dupla.

E, provavelmente, este trecho da A26 não passaria por dentro de Ferreira do Alentejo, evitando ssemáforos e trechos com velocidade reduzida.

25 DE ABRIL: Ditadura Nunca Mais!