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segunda-feira, 6 de abril de 2026

PETIÇÃO: Utilizadores de Comboio Pedem Melhores Serviços


A Comissão de Utentes em Defesa da Linha do Alentejo lançou, em março de 2026, uma Petição Pública para exigir ao Governo medidas concretas que modernizem a ferrovia na região. 

Esta ação visa combater a degradação do serviço, promovendo uma ferrovia "digna" que garanta a coesão territorial, a mobilidade e o desenvolvimento sustentável, respondendo ao cansaço dos utentes face à falta de soluções. 

Pontos-chave da iniciativa:

Lançamento da Petição: A iniciativa foi anunciada a 27 de março de 2026, com o objetivo de pressionar o Ministério das Infraestruturas e da Habitação.

Objetivos: Os utentes exigem melhorias, incluindo uma ferrovia mais moderna, eficaz e ao serviço da população alentejana.

Motivação: A mobilização surge após anos de espera por melhorias na Linha do Alentejo, com queixas contínuas sobre a qualidade do serviço.

Contexto: A ação sublinha a importância da ferrovia para o desenvolvimento regional e a coesão territorial.

Veja o conteúdo da Petição abaixo:

O serviço ferroviário que atualmente é prestado às populações da nossa Região não responde às expectativas nem às necessidades de um número crescente de passageiros que, por razões de ordem económica, mas também porque está cada vez mais atento aos problemas da sustentabilidade ambiental, recorre ao comboio como modo preferencial de mobilidade.

Quem precisa de se deslocar profissionalmente, para estudar ou, ainda, para receber cuidados
de saúde, dos aglomerados populacionais do Alentejo para a Grande Lisboa depara com enormes dificuldades. 

O mesmo acontece nas deslocações entre as cidades e vilas da Região, que se pretende polinucleada e equilibrada no que respeita ao desenvolvimento socioeconómico.

É do entendimento geral que a criação do “Passe Ferroviário Verde” constituiu uma boa medida, que chocou frontalmente com a realidade: a maior operadora nacional de transporte de passageiros, a CP, não dispõe de material circulante capaz de responder à procura gerada, no que respeita à capacidade e à qualidade das composições.

Exemplo do que se acaba de expor é o serviço “Intercidades” Lisboa-Évora/Beja, que para além das capitais de distrito, serve precariamente os concelhos de Alvito e Cuba, no Baixo Alentejo, e Montemor, Vendas Novas e Viana, no Alentejo Central.

Vejamos: o troço Beja-Casa Branca (Montemor) é percorrido por automotoras “diesel” com 60 (sessenta!) anos de serviço, embora renovadas nos finais do século 20, que acumulam avarias e os atrasos consequentes.

A capacidade das composições elétricas IC que saem de Évora a caminho de Lisboa (Oriente), recebendo em Casa Branca os passageiros oriundos de Beja, Cuba e Vila Nova da Baronia (Alvito) chegam a Vendas Novas completamente cheias, dificultando a vida aos residentes desta cidade que pretendem seguir para a Capital. 

Ao final do dia, na viagem de regresso, o drama repete-se.

Assim, os signatários deste documento vêm exigir ao Governo e ao Ministério das Infraestruturas e da Habitação que sejam tomadas as seguintes medidas:

- o urgente reforço das composições IC com a integração de mais carruagens;

- a entrada ao serviço, logo que possível, das novas automotoras “Flirt” adquiridas pela CP, que dispondo de dois modos de tração (“diesel” e elétrico), permitem retomar as ligações diretas entre Beja e Lisboa;

- a eletrificação e renovação da linha do Alentejo nos troços Casa Branca-Beja e Beja-Ourique, com a construção de uma variante para servir o Aeroporto de Beja, por forma a repor as ligações diretas ao Algarve, sem necessidade de ir ao Pinhal Novo;

- a reposição do serviço de passageiros na linha de Vendas Novas, que liga a linha do Alentejo à linha do Norte, sendo vulgarmente designada por linha do Setil;

- o aproveitamento integral da nova linha Évora-Elvas para o tráfego de passageiros, mas também para o transporte de mercadorias, com a criação de cais de carga/descarga para servir o tecido empresarial da Região, não se limitando a ser uma mera travessia do território.

A Comissão de Utentes Em Defesa da Linha do Alentejo


Foto: Estação de beja - autor do blog.

Texto: escrito pelo autor com auxílio da IA Gemini (Google).

segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

PORTAGENS: O fim delas na região pode Beneficiar Cuba!

PORTAGENS: O fim delas na região pode Beneficiar Cuba!
A Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (CIMBAL), 
o NERBE/AEBAL (Associação Empresarial do Baixo Alentejo e Litoral) manifestaram o seu apoio à aprovação de uma medida do PS no Parlamento.

Amedida isentará de portagens residentes e empresas de determinadas "áreas de influência" nos troços da A2 e A6, no Alentejo.

No caso da A2, a isenção aplica-se entre os nós A2/A6/A13 e o de Almodôvar.

Embora considerem a isenção uma medida "positiva" e "essencial" para reduzir custos para empresas e melhorar o acesso, os líderes das entidades (António José Brito da CIMBAL e David Simão do NERBE) são unânimes em sublinhar que, isoladamente, a medida é insuficiente. 

O que é realmente "fundamental" e teria o maior impacto na economia do Baixo Alentejo é:

  • A construção de uma autoestrada até Beja (os 40 km que faltam).

  • A eletrificação urgente da ferrovia.

  • A valorização do Aeroporto de Beja.

A concretização destas infraestruturas é vista como decisiva para a plena afirmação e sucesso do Aeroporto de Beja.

Relação e Benefícios para a Vila de Cuba

A Vila de Cuba insere-se diretamente no Baixo Alentejo e, portanto, é afetada por todas as questões e decisões reportadas na notícia.

Relação com a Notícia:

  • Cuba está no Baixo Alentejo: A vila faz parte da área de abrangência da CIMBAL e, consequentemente, das preocupações e prioridades regionais defendidas pelos líderes da CIMBAL e NERBE.

  • Proximidade à A2: Embora Cuba não esteja diretamente no troço de isenção mencionado (A2/A6/A13 até Almodôvar), a melhoria geral da acessibilidade rodoviária na região e a potencial redução do custo de transporte na A2 beneficia indiretamente todas as empresas e residentes que dependem desta autoestrada para ligação a Lisboa e ao Norte.

  • Ligação Vital a Beja: Cuba está a cerca de 18 km de Beja. Qualquer infraestrutura que melhore a ligação a Beja tem um impacto direto na vila, seja através de acessos ao Aeroporto de Beja, seja na melhoria das ligações a grandes eixos rodoviários (A2/A6).

Benefícios para a Vila de Cuba:

 BenefícioIsenção de Portagens (A2)Autoestrada até Beja
EconómicoRedução de Custos:
Empresas de Cuba (especialmente de transporte e logística) que utilizem a A2 para escoar mercadorias veem os seus custos operacionais diminuídos, tornando-as mais competitivas. Segundo o INE (Instituto Nacional de Estatística), em 2022 existiam 644 empresas no Concelho de Cuba, todas PME (pequenas e médias empresas). *
Acessibilidade Empresarial: Melhora drasticamente a atratividade de Cuba para novas empresas, uma vez que a distância temporal ao centro de Beja e à rede nacional de autoestradas seria menor.
ComercialEstímulo ao Uso de Vias Seguras:
O custo zero (para os elegíveis) incentiva o uso da autoestrada, mais rápida e segura, em detrimento de vias secundárias, economizando tempo e aumentando a segurança nas viagens.
Afirmação do Aeroporto de Beja:
Um acesso mais rápido a Beja apoia a afirmação do Aeroporto. Isso pode gerar oportunidades de emprego e negócios em Cuba relacionados com a logística, turismo ou serviços aeroportuários.
Social / TurísticoFacilidade de Deslocação:
Residentes de Cuba que trabalham ou têm atividades em Lisboa ou noutras zonas acessíveis pela A2 têm um custo de deslocação menor, o que pode melhorar a qualidade de vida.
Atração de Visitantes:
Cuba torna-se mais fácil de aceder para turistas e visitantes de outras partes do país, potenciando o comércio local e o turismo rural.

A isenção de portagens é uma boa notícia para Cuba por aliviar os custos imediatos. Contudo, o grande e transformador benefício para o futuro económico e social da vila, segundo os líderes regionais, virá da concretização da autoestrada e da ferrovia eletrificada, que ligarão Cuba (via Beja) de forma eficiente ao resto do país. E vamos continuar a bater nessas teclas.

* Site do INE: https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_unid_territorial&menuBOUI=13707095&contexto=ut&selTab=tab3

Saiba mais: https://correioalentejo.com/cimbal-e-nerbe-aplaudem-isencao-de-portagens-na-a2/

sexta-feira, 19 de janeiro de 2024

Governo vai eletrificar linha para Beja até 2024

O Governo conta aprovar, no final de 2024, o projeto de modernização e eletrificação para o troço Casa Branca-Beja, na Linha do Alentejo. 

A informação consta de uma resposta do Ministério das Infraestruturas aos deputados do PCP João Dias e Bruno Dias e foi publicada na página do Parlamento na segunda-feira.

“Estima-se que a aprovação deste projeto ocorra no final de 2024, findo o processo de Avaliação de Impacte Ambiental e emissão da Declaração de Impacte Ambiental respetiva, por parte da Agência Portuguesa do Ambiente”, refere o gabinete liderado por João Galamba.

A modernização e eletrificação do troço Casa Branca-Alentejo consta do Programa Nacional de Investimentos para 2030 (PNI 2030), como projeto para executar até 2025. No entanto, em junho de 2021, a Infraestruturas de Portugal (IP) assumia que as obras apenas deveriam ficar concluídas em 2027.

“O lançamento da empreitada será feito em 2024 e a obra decorrerá em 2025, 2026 e, porventura, ainda no início de 2027”, afirmou o então presidente da IP, António Laranjo, durante uma audição na Assembleia da República. 

O orçamento para a empreitada seria de mais de 100 milhões de euros, com comparticipação, em até 85%, do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), referiu o mesmo responsável.

Estudos desde 2015

Em julho de 2015, um estudo da IP apontava para obras no valor entre 68 e 94 milhões de euros. No cenário mínimo, 68 milhões de euros seriam suficientes para o troço Casa Branca-Beja ter comboios elétricos até 140 km/h, graças à colocação de catenária, sinalização eletrónica e ainda a supressão das 17 passagens de nível. 

Para os comboios circularem até 200 km/h, a despesa sobe para 94 milhões de euros: além da eletrificação, é necessário construir cerca de 12,5 quilómetros de variantes ao traçado original.

Comboio Direto Lisboa-Beja

Com a eletrificação da Linha do Alentejo até Beja, que passa por Cuba, voltará a ser possível fazer comboios diretos, por exemplo, entre Lisboa e Beja, o que deixou de acontecer em maio de 2010, devido à modernização da linha entre Bombel e Casa Branca. 

Atualmente, de Lisboa até Beja, são necessárias duas horas e sete minutos, com mudança de comboio e linha em Casa Branca.

Aeroporto de Beja

Está ainda em estudo a viabilidade da ligação da Linha do Alentejo ao Aeroporto de Beja. A variante poderá custar 20 ou 26 milhões de euros, permitindo uma viagem de comboio até Lisboa em cerca de uma hora e 30 minutos

A escolha mais barata tem uma extensão de 12,8 quilómetros; serve para as instalações militares e o transporte de mercadorias por via aérea. A opção mais cara está mais vocacionada para passageiros e prolonga-se por perto de 17 quilómetros.

Fonte: https://eco.sapo.pt/2023/05/31/governo-da-primeiros-passos-para-eletrificar-linha-ate-beja-no-final-de-2024/

25 DE ABRIL: Ditadura Nunca Mais!