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sexta-feira, 19 de janeiro de 2024

Governo vai eletrificar linha para Beja até 2024

O Governo conta aprovar, no final de 2024, o projeto de modernização e eletrificação para o troço Casa Branca-Beja, na Linha do Alentejo. 

A informação consta de uma resposta do Ministério das Infraestruturas aos deputados do PCP João Dias e Bruno Dias e foi publicada na página do Parlamento na segunda-feira.

“Estima-se que a aprovação deste projeto ocorra no final de 2024, findo o processo de Avaliação de Impacte Ambiental e emissão da Declaração de Impacte Ambiental respetiva, por parte da Agência Portuguesa do Ambiente”, refere o gabinete liderado por João Galamba.

A modernização e eletrificação do troço Casa Branca-Alentejo consta do Programa Nacional de Investimentos para 2030 (PNI 2030), como projeto para executar até 2025. No entanto, em junho de 2021, a Infraestruturas de Portugal (IP) assumia que as obras apenas deveriam ficar concluídas em 2027.

“O lançamento da empreitada será feito em 2024 e a obra decorrerá em 2025, 2026 e, porventura, ainda no início de 2027”, afirmou o então presidente da IP, António Laranjo, durante uma audição na Assembleia da República. 

O orçamento para a empreitada seria de mais de 100 milhões de euros, com comparticipação, em até 85%, do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), referiu o mesmo responsável.

Estudos desde 2015

Em julho de 2015, um estudo da IP apontava para obras no valor entre 68 e 94 milhões de euros. No cenário mínimo, 68 milhões de euros seriam suficientes para o troço Casa Branca-Beja ter comboios elétricos até 140 km/h, graças à colocação de catenária, sinalização eletrónica e ainda a supressão das 17 passagens de nível. 

Para os comboios circularem até 200 km/h, a despesa sobe para 94 milhões de euros: além da eletrificação, é necessário construir cerca de 12,5 quilómetros de variantes ao traçado original.

Comboio Direto Lisboa-Beja

Com a eletrificação da Linha do Alentejo até Beja, que passa por Cuba, voltará a ser possível fazer comboios diretos, por exemplo, entre Lisboa e Beja, o que deixou de acontecer em maio de 2010, devido à modernização da linha entre Bombel e Casa Branca. 

Atualmente, de Lisboa até Beja, são necessárias duas horas e sete minutos, com mudança de comboio e linha em Casa Branca.

Aeroporto de Beja

Está ainda em estudo a viabilidade da ligação da Linha do Alentejo ao Aeroporto de Beja. A variante poderá custar 20 ou 26 milhões de euros, permitindo uma viagem de comboio até Lisboa em cerca de uma hora e 30 minutos. 

A escolha mais barata tem uma extensão de 12,8 quilómetros; serve para as instalações militares e o transporte de mercadorias por via aérea. A opção mais cara está mais vocacionada para passageiros e prolonga-se por perto de 17 quilómetros.

Fonte: https://eco.sapo.pt/2023/05/31/governo-da-primeiros-passos-para-eletrificar-linha-ate-beja-no-final-de-2024/

sexta-feira, 12 de janeiro de 2024

Autoestrada A26 - ligação entre Sines e Beja

A  A26  – Autoestrada do Baixo Alentejo é um projeto de construção de uma autoestrada. 

Quando concluída, estará integrada no itinerário da IP8 em toda a sua extensão e no IC33 no trecho entre Santiago do Cacém e Roncão. 

São 96 quilômetros no total.

Esta autoestrada fará a ligação entre as cidades de Sines e Beja, passando por Santiago do Cacém e Ferreira do Alentejo. 

Era suposto desempenhar um duplo papel: por um lado, no escoamento de produtos do Porto e da Refinaria de Sines, e por outro, na aproximação da cidade de Beja com o seu aeroporto à autoestrada A2 e, por conseguinte, à capital, Lisboa.

Os únicos troços construídos desta autoestrada localizam-se entre Sines e Relvas Verdes (9km) e Relvas Verdes e Roncão (15km). De Roncão junta-se a IP8, indo até a saída de Grândola ao Norte na A2.

Depois vai continuar pela A2 até aparecer novamente entre a saída de Grândola ao Sul e a Malhada Velha (13km), perto de Figueira dos Cavaleiros.

A A26 será, num futuro indeterminado, expandida até Beja, através de um troço com portagens que irá cruzar as paisagens do Baixo Alentejo. 

O final das obras estava previsto inicialmente para Setembro de 2012, mas o aparecimento de problemas relativos ao financiamento das mesmas no final de 2011 atrasou os prazos previstos, tendo a conclusão da empreitada sido adiada pelo menos até 2016. 

De 2016 em diante, foi construído e inaugurado o trecho que nos interessa, com o sentido para Cuba. Porém, o trecho começa na A2, na Praça de Portagem de Grândola Sul, e termina, abruptamente, na N258/IP8, 12 quilômetros depois, obrigando o motorista a voltar para a N258/IP8. 

Para chegar até São Brissos, o Aeroporto de Beja e até a própria cidade de Beja faltariam ainda quase 40 quilômetros.

História

Em 31 de julho de 2009, foi lançada a empreitada do lanço A, a ligação Nó de Roncão na IC33 / Nó de Grândola Sul na IP1.

Em 31 de agosto de 2010, foi anunciado que a construção da IP8, uma ligação rodoviária entre Sines e Beja com perfil de autoestrada e portagens, já teria começado. A obra representava um investimento de 257 milhões de euros e a sua abertura ao tráfego estava prevista para 2012.

Em 19 de dezembro de 2011, o Secretário de Estado das Obras Públicas, Sérgio Silva Monteiro reconheceu que à data havia trabalhos suspensos nas obras da Subconcessão Baixo Alentejo, devido à “dificuldade” da concessionária, o consórcio Estradas da Planície, em obter financiamento junto aos bancos, um problema ao qual o Estado seria “completamente alheio”.

Em 18 de setembro de 2012, a Estradas de Portugal anunciou que chegou a acordo com o consórcio Estradas da Planície relativamente à Subconcessão Baixo Alentejo. Este acordo traduziu-se na retirada da subconcessão e suspensão dos trabalhos de construção dos lanços entre Relvas Verdes e Grândola Sul (A2) e entre Santa Margarida do Sado e Beja.

Em 16 de dezembro de 2012, a Estradas de Portugal (EP) descreveu a decisão de construir a autoestrada A26 como "um equívoco técnico", porque "o tráfego previsto não justificava a criação de uma autoestrada dispendiosa para ficar, literalmente, sem trânsito".

A EP também referiu aos 35 milhões de euros gastos até à data, de que não foram "dinheiro investido", "mas sim fundos mal aplicados, que nunca trariam qualquer benefício significativo à economia". Sobre o cancelamento das obras, a EP referiu que permitiu poupar "cerca de 60 milhões de euros" aos contribuintes.

Em 13 de fevereiro de 2019, a Infraestruturas de Portugal anunciou um prazo até 14 de Março para o começo da realização das obras na praça de portagem de Grândola Sul da A2, para a inauguração do troço Grândola Sul (A2) - Malhada Velha, por parte da concessionária Brisa. Se a obra não avançasse até 14 de Março, o Governo tomaria posse desta.

Em 26 de junho de 2020 o troço Grândola Sul (A2) - Malhada Velha, de 13 quilômetros, foi aberto ao público, após a conclusão das obras na praça de portagem. 

Aeroporto de Beja

Porém, a autoestrada A26 termina abruptamente, e o trecho que ligaria ao Aeroporto de Beja, não foi terminado. 

Pode se ver na região viadutos inacabados, início de construções, mas ainda não há avanços da ligação para o Aeroporto de Beja.

Ainda faltaria um trecho de cerca de 32 quilômetros, em linha reta, que passaria por Ferreira do Alentejo, Pinheiro, Peroguarda, Beringel, Trigaches e, finalmente, São Brissos, para chegar e terminar no Aeroporto de Beja.

Ao mesmo tempo, beneficiaria Cuba ao se conectar com a N387, o que diminuiria o tempo e a distância atual, em cerca de 20 minutos, visto que as pistas da A26 são duplas, e da N258/IP8, que se conecta a anterior, são simples e de mão dupla.

E, provavelmente, este trecho da A26 não passaria por dentro de Ferreira do Alentejo, evitando ssemáforos e trechos com velocidade reduzida.

TAXI: Mais uma Opção de Transporte na Vila!!!

Temos mais um taxista na Vila de Cuba! Vindo diretamente de Ferreira do Alentejo, o jovem taxista Daniel Costa é mais uma opção para quem ne...